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Super Size Me – Análise do filme que chocou o mundo

O documentário “Super Size Me – A Dieta do Palhaço” denuncia o impacto da indústria do fast-food na saúde pública e o marketing agressivo que ela utiliza, especialmente o direcionado a crianças e adolescentes. Na época de seu lançamento, o filme teve enorme repercussão e provocou um intenso debate global sobre os hábitos alimentares da sociedade.

A seguir, compartilho algumas informações gerais e minhas opiniões sobre esse impactante filme.

“Super Size Me teve enorme repercussão em todo o mundo!

Sobre o Filme: O Experimento

O filme é, na verdade, um documentário experimental bem diferente. O próprio diretor, Morgan Spurlock, se submete por 30 dias a uma dieta baseada apenas em produtos do McDonald’s.

Nesse documentário, ele sempre optava pelo “Super Size” (o maior tamanho disponível) de um sanduíche, refrigerante, batata frita, etc. As três refeições do dia (café da manhã, almoço e jantar) tinham que ser do cardápio de fast-food.

Toda a “experiência” foi acompanhada por um cardiologista, gastroenterologista, clínico geral e nutricionista, que registraram seus dados de saúde antes, durante e depois dos 30 dias de dieta.

Os resultados foram chocantes. Em apenas um mês, Spurlock:

  • Engordou mais de 11 quilos;
  • Viu seu colesterol disparar;
  • Passou a sentir cansaço extremo e disfunção sexual;
  • Apresentou um alarmante aumento de gordura no fígado.

A repercussão do filme foi imediata e massiva. Ele foi um sucesso de bilheteria, motivou o McDonald’s a fazer mudanças em seu cardápio (como descontinuar a opção “Super Size”) e incentivou o consumidor a ser mais consciente. O filme também foi muito elogiado pela crítica especializada, sendo inclusive indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2005.

Assista ao gratuitamente no YouTube.

Por que Eu Gostei do Filme

Gostei da forma como “Super Size Me” aborda problemas complexos — como saúde pública, nutrição e marketing — com seriedade, mas também com humor e ironia. O conteúdo é bem elaborado e apresentado de um modo que não cansa o público.

Gostei também das lições que o filme ensina. É muito importante ter consciência alimentar. Como diz o ditado, “nós somos o que comemos”. Ou seja, aquilo que a gente come tem uma contribuição muito importante na nossa qualidade de vida.

Uma alimentação saudável resulta em menos chance de termos obesidade e ajuda na prevenção de doenças como o câncer, diabetes e muitas outras. O contrário também é verdadeiro: uma má alimentação, por exemplo, com alimentos saturados de açúcar, sal e gordura, pode destruir nossa saúde.

É fundamental ter uma alimentação saudável!

O filme também nos incentiva a termos muito cuidado com o marketing relacionado à indústria alimentícia. Se em 2004 o marketing já era agressivo, imagine agora com o McDonald’s e outras empresas veiculando suas propagandas não apenas na televisão, mas também no YouTube, TikTok, etc.

Os pais, principalmente, devem ficar muito atentos, pois boa parte desse marketing é direcionado às crianças, que são facilmente influenciáveis. Os adultos já são, imagine as crianças! Acho que a melhor forma de ser menos influenciado por propagandas de produtos de qualidade duvidosa é ver menos TV e usar menos redes sociais, se decidirmos ter algum uso dessas ferramentas.

Alguns estudiosos opinam que o filme não teve tanto rigor científico. As conclusões foram tiradas tendo como base a experiência realizada com uma única pessoa. Outras supostas falhas no filme também são apontadas.

Mas, de um modo geral, o filme discute temas importantes e é conduzido de forma bem inovadora. Além disso, ele dá uma boa motivação para nós analisarmos como estão nossos hábitos de alimentação.

Vale a pena assistir!