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Por que tanta ansiedade no mundo? As raízes do “mal do século”

A ansiedade é o tema central de um ótimo artigo de opinião publicado no jornal O Estado de São Paulo (Estadão). É um texto pequeno, com uma linguagem simples, mas que destaca o que, na opinião de muitas pessoas, são as verdadeiras causas da epidemia de ansiedade que vivemos hoje. O artigo foi publicado no dia 05 de janeiro de 2026 e o autor é o jornalista Carlos Alberto Di Franco. Fiz um resumo dos pontos principais e apontei alguns dos motivos para você “saborear” essa leitura.

RESUMO DO ARTIGO

Para o autor, a ansiedade é tão comum hoje em dia por causa de um grande vazio espiritual na nossa  sociedade. Existe hoje uma situação estranha. Há informação, muita tecnologia, excesso de estímulos, mas uma ausência de sentido. O acesso à informação é enorme, mas prevalece uma desinformação sobre a verdadeira essência humana.

O artigo defende que  a sociedade atual perdeu o norte, ou seja, o sentido. E esse sentido, na opinião de Carlos Di Franco, só pode ser resgatado por meio de uma busca espiritual,  um reencontro com o Ser Supremo. O autor não desvaloriza a medicina ou psicologia. Esses campos do saber podem trazer alívio para a ansiedade. Mas nenhuma terapia substitui a espiritualidade. O meio mais eficaz para lidar com a ansiedade tem a ver com a busca por um equilíbrio interior.

O grande erro da geração atual é supervalorizar o desempenho, a pressa, a agitação, e esquecer os valores que trazem paz. O texto aponta quatro valores essenciais para combater a ansiedade:

  • Humildade, para lembrar que não somos o centro do universo e que nem tudo está sob nosso controle.
  • Paciência, para saber esperar o momento certo das coisas.
  • Fortaleza, ou seja, uma vida espiritual, pautada na confiança em um Ser Supremo. Essa atitude nos dá coragem para enfrentar as tempestades da vida.
  • Esperança, ou seja, aquela luz que ilumina o futuro, mesmo quando em nossa volta prevalece a escuridão.
Clique na imagem para ler o artigo de opinião na íntegra.

POR QUE VALE A PENA “SABOREAR” O ARTIGO

Vale a pena pela atualidade. A ansiedade é considerada  o “mal do século”. Todos nós, em algum momento, podemos passar por isso em algum momento. Por isso, falar sobre o assunto de forma aberta é sempre benéfico.

O artigo também, de um modo que eu achei sereno e maduro, busca identificar as raízes dessa doença emocional chamada ansiedade. Poucos autores têm a coragem de abordar esse tema de uma forma tão direta e franca, ainda mais em um grande veículo de comunicação como o jornal O Estado de São Paulo. A maioria dos autores apenas toca a superfície, fala de terapias e métodos que podem anestesiar, trazer um certo alívio, mas não fala sobre  o que poderia ter um valor mais duradouro na vida das pessoas.

Assim, recomendo a leitura do artigo na íntegra. O autor, que simplicidade, leveza e sensibilidade, abordou o tema da ansiedade de uma forma muito proveitosa e enriquecedora.

Sabedoria milenar contra a agitação moderna. Toque na imagem para ler mais.

TRECHOS DO ARTIGO PARA SABOREAR

A ansiedade é o sintoma mais nítido de uma civilização que perdeu o eixo e se afastou do essencial.

Nunca tivemos tanto acesso à informação – e nunca fomos tão desinformados sobre nós mesmos.

O homem contemporâneo perdeu o norte. Substituiu a esperança pela expectativa, a oração pela preocupação. Quer controlar o amanhã com as forças de hoje – e se desespera quando percebe que o tempo não se submete à vontade humana.

A psicologia pode – e deve – ajudar. A medicina também. Mas nenhuma terapia substituirá o reencontro do homem com o seu centro. A verdadeira paz não é anestesia, mas serenidade.

O ansioso quer tudo já; o virtuoso aprende o ritmo da eternidade. O ansioso teme o futuro; o homem de fé o entrega nas mãos de Deus. O ansioso multiplica os pensamentos; o homem prudente simplifica a vida.

A ansiedade nasce, muitas vezes, da ilusão de controle, da crença de que tudo depende de nós. A humildade devolve-nos o equilíbrio. Ensina-nos a fazer o possível e confiar o impossível a Deus.

A vida espiritual não é ausência de provações, mas coragem para atravessá-las com serenidade.

Vivemos tempos de ruído e dispersão. Mas a alma humana precisa de silêncio, de raízes e de transcendência.

Ariano Suassuna dizia que a alegria verdadeira nasce da fidelidade, não da novidade. 

A paz interior – filha da fé e irmã do bom humor – é a prova mais luminosa de que, mesmo no caos do mundo moderno, ainda é possível viver com serenidade, esperança e alegria.