Com grande prazer, escrevo sobre O Rei Leão, um filme que se tornou um marco cultural e continua a ser apreciado por pessoas de todas as idades, além de ser muito elogiado por estudiosos do cinema.
Sobre o filme
Lançado em 1994 pela Disney, “O Rei Leão” consagrou-se como um clássico da animação. A trama narra a história de Simba, um jovem leão, filho do Rei Mufasa e da Rainha Sarabi. Mufasa era um monarca sábio e justo, e sob seu reinado os animais viviam em paz e prosperidade. O nascimento de Simba foi um evento de grande alegria no reino, pois a expectativa era que ele, com o tempo, se tornasse um bom rei como o pai.
Contudo, a história também nos apresenta Scar, o tio malicioso e invejoso de Simba. Sua grande ambição era ocupar o trono de Mufasa. Usando de astúcia, ele engana o sobrinho, assassina o rei e manipula a situação para que Simba se sinta responsável pela tragédia. Atordoado pela culpa, o leãozinho foge de sua terra, permitindo que Scar atinja seu objetivo. O reinado de Scar se revela terrível, e todos os animais passam a sofrer com a escassez e o medo.
Distante de casa, Simba conhece novos amigos — o suricato Timão e o javali Pumba — e, com o tempo, é forçado a enfrentar o seu passado. Ele decide, finalmente, retornar à sua terra para acabar com o reinado de escuridão de Scar e assumir seu lugar no ciclo da vida.
“O Rei Leão” tornou-se um dos filmes de animação de maior sucesso da história, com uma bilheteria expressiva e prêmios importantes, incluindo dois Óscares em 1995: Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora.

Por que eu gostei do filme
Achei muito interessante a relação da trama com Hamlet, um grande clássico literário escrito por William Shakespeare. Claro, o tom trágico da obra original foi bastante suavizado na animação da Disney. Ainda assim, o filme revela a rica bagagem cultural de seus produtores e nos motiva a conhecer mais a obra do dramaturgo inglês. Alguns pontos em comum entre as duas obras: Simba e Hamlet são príncipes cujos pais foram assassinados pelos próprios irmãos. Os tios dos protagonistas, Scar e Cláudio, matam seus irmãos para assumir o poder.
Essa base shakespeariana conferiu à história uma estrutura clássica e uma profundidade dramática que a elevam muito acima de uma simples história infantil. Assim como em “Hamlet”, “O Rei Leão” aborda temas universais como morte, perda, a busca por identidade e a superação da culpa.
Também gostei muito das lições que o filme transmite. Por exemplo, a importância de confiar nas pessoas que nos amam e são sábias. No início da história, Simba desobedece a ordens claras de seu pai e, por isso, acaba se envolvendo em uma situação bem perigosa. Lições sobre amizade, coragem e cooperação também são ensinadas de modo comovente.
Uma das mensagens mais marcantes é a importância de valorizar todos os seres vivos. Na natureza, tudo é projetado com perfeição, e é impressionante observar como cada criatura tem um papel a cumprir na perpetuação do “ciclo da vida”. A natureza e todos os seus seres devem ser admirados e preservados. Em tempos de crescentes agressões ao meio ambiente, essa reflexão se torna ainda mais urgente.
Além de tudo isso, o filme ostenta uma qualidade técnica excelente. Os efeitos visuais (para a época) e a trilha sonora beiram a perfeição, e a história é muito bem construída, repleta de aventura, drama, reviravoltas, humor e romance.

Para quem já assistiu, vale a pena ver novamente. Eu e minha esposa fizemos isso recentemente e foi uma ótima experiência. E para quem ainda não viu, prepare-se para uma jornada cinematográfica marcante!
